Portugal participa no Compacto Lusófono Moçambique com garantias ao financiamento

13 March 2019

Portugal participa no Compacto Lusófono Moçambique com 400 milhões de euros em garantias a conjugar com o financiamento do Banco de Desenvolvimento Africano (BDA) para projectos de desenvolvimento naquele país, segundo informação oficial.

O acordo terça-feira assinado em Maputo estipula que além do país anfitrião, que tem de ser um dos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP), cada projecto deve envolver “pelo menos mais duas entidades do Compacto, por exemplo o BDA e empresas portuguesas ou o BDA e outras empresas dos PALOP”, refere a documentação do programa.

O ministro da Economia e Finanças de Moçambique, Adriano Maleiane, destacou o mérito da iniciativa, ao aproximar os mercados que falam a mesma língua, o português, mas que estão geograficamente afastados, aspecto que foi destacado igualmente por Mateus Magala, vice-presidente do BDA, e Teresa Ribeiro, secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal, também presentes na cerimónia.

Moçambique tem 25 projectos indicativos, apresentados através do Gabinete de Apoio Empresarial da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), para áreas como a educação, turismo, energia, agricultura e infra-estruturas.

O memorando de entendimento terça-feira assinado, relativo a Moçambique, é uma parte do Compacto Lusófono assinado em Novembro de 2018, em Joanesburgo, África do Sul que envolve os PALOP e no âmbito do qual já estão identificados 65 projectos. (Macauhub)

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