Modelo de desenvolvimento agrícola de Moçambique tem de ser mais competitivo

19 March 2019

O modelo de desenvolvimento agrícola em Moçambique tem de ser alterado a fim de ser mais competitivo e criador de valor acrescentado, disse recentemente em Maputo o vice-presidente do Banco de Desenvolvimento Africano (BDA) Mateus Magala.

Aquele responsável disse ainda ser importante investir nas infra-estruturas necessárias para o modelo de desenvolvimento agrícola que se pretende, centrado no fortalecimento das cadeias de valor e no desenvolvimento do agro-negócio.

A agricultura é a principal actividade económica no país, com um peso de 23% do Produto Interno Bruto e emprega mais de 2/3 da população activa, dado que coloca este sector como o que emprega maior número de pessoas.

Moçambique tem 36 milhões de hectares de terras aráveis, mas destes apenas 10% estão em uso, o que deixa o país com um enorme potencial para o desenvolvimento da agricultura e agro-negócio.

A posição daquele banco africano exposta pelo moçambicano Mateus Magala foi apresentada como uma proposta para alterar o actual modelo de desenvolvimento agrícola no decurso da XVI Conferência Anual do Sector Privado, segundo o matutino Notícias, de Maputo.

O vice-presidente do BDA propôs algumas acções concretas que concorrem para o desenvolvimento do agro-negócio, que entende ser fundamental para a modernização e diversificação da economia e criação de emprego rumo a um desenvolvimento sustentável, tendo manifestado a disponibilidade da instituição para responder às necessidades de financiamento.

O banco, adiantou, propõe-se apoiar o estabelecimento de parques agro-industriais, de modo a absorver a produção adicional, agregar valor, produzir e comercializar, dentro e fora do país, produtos alimentares nutritivos de alta qualidade para reduzir a actual dependência nas importações. (Macauhub)

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