Economia de São Tomé e Príncipe regista subida da despesa e quebra da receita

21 March 2019

O governo de São Tomé e Príncipe precisa “aumentar as receitas e garantir a promoção do sector privado” atendendo a que a economia do país está sob uma “pressão enorme”, disse quarta-feira em São Tomé a chefe de uma missão do Fundo Monetário Internacional.

Xiangming Li, que iniciou negociações com o governo são-tomense para elaborar um programa com a duração de três anos, destinado a “ajudar a fazer crescer a economia e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos”, precisou que a pressão a que se refere deriva do facto de a despesa ter crescido “vertiginosamente” em 2018 e a receita ter tido uma evolução inversa.

A chefe da missão do FMI disse no final do primeiro encontro com o ministro do Planeamento, Finanças e Economia Azul, Osvaldo Vaz, que o programa de apoio tem habitualmente uma duração de três anos, “pelo que se conseguirmos elaborá-lo e iniciá-lo este ano irá durar até 2022”, segundo a agência noticiosa STP Press.

Entretanto, o Banco Central de São Tomé e Príncipe informou quarta-feira ter observado “uma deterioração dos principais indicadores macro-económicos, com destaque para a desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB), o aumento da inflação e dos défices orçamental e da balança comercial de bens.”

“Quanto aos agregados monetários, registou-se uma contracção do crédito à economia, embora se tivesse observado um aumento de liquidez na economia”, diz ainda o comunicado do banco central.

O comunicado do Banco Central surge na sequência de uma reunião terça-feira da sua Comissão de Política Monetária (CPM), que após análise da “conjuntura económica nacional e internacional” decidiu manter a taxa de juro de referência em 9,0% e a de cedência de liquidez em 11,0%. (Macauhub)

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