Sistema bancário de Angola tem “insuficiências” na prevenção do branqueamento de capitais

22 March 2019

Algumas instituições bancárias angolanas ainda apresentam “insuficiências” na prevenção do branqueamento de capitais, disse quinta-feira em Luanda uma responsável do Banco Nacional de Angola (BNA).

A chefe da divisão de Prevenção de Branqueamento de Capitais do BNA, Delmise Florentino, disse que além da “inexistência da declaração de origem e destino de fundos” há “instituições que não têm mecanismos suficientes para avaliar e acompanhar o risco do cliente.”

A responsável falava durante a conferência sobre “Compliance: Custo ou oportunidade”, tendo acrescentado que existem ainda “muitas instituições” que realizam transacções “sem a validação e conhecimento da área da ‘compliance’ (ou actuação segundo as regras em vigor, tanto externas como internas).“

Delmise Florentino adiantou que algumas instituições bancárias angolanas “ainda não efectuam a declaração de origem e destino de fundos” e as que o fazem “apresentam menos documentos do que os necessários para comprovar a operação realizada.”

“Algumas instituições ainda não têm programas informáticos adequados, outras têm-nos mas sem gerar os alertas necessários para fazer uma diligência eficaz e também para classificar o risco mediante o perfil da transacção“, salientou.

Delmise Florentino, que na conferência falou sobre a “Actuação da supervisão às instituições financeiras bancárias no âmbito da prevenção de branqueamento de capitais”, sublinhou que existem ainda no sistema bancário angolano “diligências inadequadas.”

Ou seja, explicou, “há muitas situações em que instituições têm na sua base de dados clientes de serviços de banca particular, organizações não-governamentais e outros clientes de risco, sem que façam a diligência adequada.” (Macauhub)

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