Área da Grande Baía na agenda do Fórum de Macau para 2019

O Fórum de Macau aprovou quarta-feira, por unanimidade, o plano de trabalhos para 2019, onde se refere claramente a necessidade de aumentar a cooperação com a Área da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau (GBA).

De entre as principais acções a promover durante o corrente ano destacam-se a promoção do comércio e do investimento, o fomento da cooperação na capacidade produtiva, a formação de recursos humanos, o intercâmbio cultural entre a China e os países de língua portuguesa e o apoio à construção de Macau enquanto Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

Ficou ainda decidido o apoio ao papel de Macau como plataforma através de um melhor aproveitamento da localização do território enquanto parte integrante da GBA.

A secretária-geral do Forum de Macau, Xu Yingzhen, disse que “o Fórum vai cooperar com o governo de Macau para reforçar a cooperação com o Brasil e Portugal bem como com as cidades da Grande Baía.”

Xu anunciou ainda que o próximo encontro empresarial entre a China e os Países de Língua Portuguesa vai realizar-se em Julho, em São Tomé e Príncipe, país que passou a integrar a organização em Março de 2017, três meses depois de ter reatado relações diplomáticas com a China.

A secretária-geral do Fórum de Macau confirmou que a 6.ª Conferência Ministerial do Fórum terá lugar apenas em 2020 mas não adiantou datas.

O adiamento da conferência decorre do facto de até ao final do ano ir ser nomeado um novo Chefe do Executivo de Macau e respectivo governo. Por outro lado, as obras do novo edifício que irá alojar o Fórum de Macau ficarão concluídas apenas em 2020.

No encontro foram apresentados os novos membros do Secretariado Permanente, nomeadamente o secretário-geral sdjunto indicado pelo governo de Macau, Casimiro de Jesus Pinto, e o novo delegado de São Tomé e Príncipe, Gika Makeba da Graça Simão.

Um comunicado do Fórum de Macau informa terem estado presentes na reunião representantes dos oito países de língua portuguesa e da China, neste caso responsáveis dos departamentos que tutelam os assuntos do Fórum de Macau do Ministério do Comércio da República Popular da China, e da Delegação Comercial e do Departamento para os Assuntos Económicos do Gabinete de Ligação do Governo Popular Central no território.(Macauhub)

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