Acordo com operadores do Bloco Área 4, em Moçambique, será alcançado em breve

1 April 2019

O acordo entre o governo de Moçambique e os operadores do bloco Área 4 da bacia do Rovuma deverá ser alcançado “em breve”, viabilizando dessa forma o projecto de gás natural, disse o ministro dos Recursos Minerais e Energia.

Max Tonela, citado pelo jornal moçambicano O País, disse ainda que o plano de desenvolvimento apresentado será aprovado nas próximas semanas, “depois de quase cinco meses de discussões em torno do documento.”

A aprovação do plano de desenvolvimento é um dado crucial para a tomada da decisão final de investimento (DFI), que estava estimada para o primeiro trimestre de 2019.

O jornal escreveu que a DFI não surgiu na data prevista devido à reprovação da primeira versão do plano de desenvolvimento do bloco, apresentado pelas petrolíferas em Julho de 2018, uma vez que o mesmo continha muitas lacunas e violava uma série de requisitos.

Um dos pontos de discórdia entre o governo moçambicano e o consórcio liderado pelos grupos ExxonMobil e ENI tem que a ver com o limite de extracção do gás natural naquele bloco.

No plano de desenvolvimento apresentando ao governo, as petrolíferas exigem extrair entre 21 biliões e 22 biliões de pés cúbicos de gás para alimentar o projecto, quantidades acima do limite autorizado de 12 biliões de pés cúbicos.

O ministro Max Tonela confirmou o impasse, mas, sem precisar qual o consenso alcançado entre as partes, disse que o que interessa garantir é determinar qual a parcela do gás a ser extraído que irá alimentar o mercado interno.

O projecto é operado pela Mozambique Rovuma Venture, uma parceria cujos accionistas são a ExxonMobil, ENI e China National Oil and Gas Exploration and Development Corporation, que, conjuntamente, detêm uma participação de 70% na concessão do bloco Área 4, cabendo três parcelas de 10% à sul-coreana Kogas, Galp Energia e Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) de Moçambique. (Macauhub)

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