Governo de Moçambique quer pôr frota da Ematum a pescar atum

8 April 2019

O governo de Moçambique tem estado a efectuar consultas para pôr em funcionamento a frota de 30 embarcações da Empresa Moçambicana de Atum (Ematum), paradas no porto de Maputo desde a sua aquisição, informou o ministro do Mar, Águas Interiores e Pescas.

Agostinho Mondlane disse à agência noticiosa AIM que o governo pretende encontrar uma solução para a frota daquela empresa pública que foi mandada construir na Constructions Mecaniques de Normandie (CMN), uma empresa com sede em Cherbourg, norte de França, e que desde a sua aquisição em 2013 não pescou um único atum.

O ministro, que usava da palavra na passada semana à margem da cerimónia de apresentação pública da conferência “Crescendo Azul”, a ter lugar no país nos dias 23 e 24 de Maio, disse existirem no país empresas que operam no mercado pesqueiro moçambicano, umas baseadas em Moçambique outras no estrangeiro.

O titular da pasta do mar disse, por outro lado, que as embarcações idas do Japão e de países da União Europeia representam a origem da maior frota atuneira que pesca nas águas do território moçambicano.

A Empresa Moçambicana de Atum, cujo nome terá sido alterado em Abril de 2018 para Tunamar, ao abrigo de uma parceria com a empresa norte-americana Frontier Service Group, segundo anunciou em Maputo o primeiro-ministro Carlos Agostinho do Rosário, é uma das três empresas públicas envolvidas no escândalo das chamadas dívidas ocultas.

A Ematum emitiu euro-obrigações no valor de 850 milhões de dólares, uma emissão que já foi alvo de dois processos de reestruuração, tendo a ProIndicus e a Mozambique Assett Management contraído empréstimos de cerca de 1200 milhões de dólares. (Macauhub)

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