Angola estuda construção de ramais ferroviários para escoar produção industrial e agrícola

11 April 2019

O governo de Angola pretende construir ramais ferroviários a fim de ligar as três linhas de caminhos-de-ferro às zonas de produção industrial e agrícola do país, disse quarta-feira em Luanda o ministro dos Transportes.

Ricardo de Abreu, ao usar da palavra na abertura do I Conselho Técnico do sector ferroviário, disse que o ministério está a trabalhar para recuperar os investimentos feitos na reconstrução das três linhas existentes (Luanda, Benguela e Moçâmedes), de modo a contribuir para o crescimento da economia.

O ministro disse ainda estar prevista a gestão das redes provinciais e municipais dos sistemas ferroviários ligeiros por empresas provinciais, que irão assegurar o transporte ferroviário urbano.

“Maximizar a utilização das estações na prestação de serviços, principalmente às populações rurais, melhorar os serviços de carga e descarga de mercadorias nas estações do interior, são outros desafios que se colocam ao sector”, disse.

Ricardo de Abreu aventou a possibilidade da constituição de uma entidade pública ou público-privada, que será responsável pela rede de infra-estruturas ferroviárias, entidade essa que vai permitir distinguir entre o operador da rede e o responsável pela manutenção e ampliação da infra-estrutura ferroviária.

Angola dispõe de três linhas de caminho-de-ferro – Luanda com 469 quilómetros (atravessa as províncias de Luanda, Cuanza Norte e Malanje), Benguela, com 1344 quilómetros (Benguela, Huambo, Bié e Moxico) e Moçâmedes com 904 quilómetros, ligando o porto do Namibe à cidade de Menongue (Cuando Cubango). (Macauhub)

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