Falta de combustíveis em Angola deriva da dificuldade no acesso a divisas

7 May 2019

A escassez de combustíveis nos postos de abastecimento de Angola deriva da dificuldade no acesso a divisas para pagar a importação de produtos refinados, informou a Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) em comunicado divulgado em Luanda.

A Sonangol chama a atenção no comunicado para o facto de importar refinados de petróleo em moeda estrangeira, para serem vendidos no mercado nacional em kwanzas, a moeda angolana.

O Estado angolano, através da Sonangol, despendeu no primeiro trimestre de 2019 cerca de 221,43 milhões de dólares com a importação de 397,45 mil toneladas de produtos refinados do petróleo.

A Sonangol apontou igualmente como factor negativo a “elevada dívida” dos principais clientes do segmento industrial, que consomem aproximadamente 40% do combustível, mas cuja falta de pagamento condiciona também a disponibilidade de kwanzas para a aquisição de moeda externa, geralmente dólares e euros.

As avarias sistemáticas nos navios de cabotagem, segundo a petrolífera, concorrem também para a carência, além de outros factores, como o estado das estradas nacionais, assim como as condições atmosféricas, que, em determinados períodos, dificultam a atracação dos navios de transporte dos refinados de petróleo.

Embora Angola seja o segundo maior produtor de petróleo de África, com uma produção a rondar 1,5 milhões de barris por dia, a sua capacidade de refinação está limitada à Refinaria de Luanda, que entrou em funcionamento em Maio de 1958, dispondo actualmente de capacidade para processar apenas 57 mil barris de petróleo por dia. (Macauhub)

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