Angola é um parceiro estratégico da China em África, afirma embaixador Gong Tao

10 May 2019

Angola é um parceiro estratégico importante da China em África no âmbito da cooperação económica bilateral, afirmou quinta-feira, em Luanda, o novo embaixador chinês acreditado no país, Gong Tao.

O diplomata chinês, que falava durante um encontro com jornalistas angolanos, considerou que as relações entre Angola e a China conheceram um novo impulso no ano passado, com a participação do Presidente João Lourenço, em Pequim, no Fórum de Cooperação China-África.

Gong Tao, citado pela agência noticiosa Angop, destacou a existência do Fundo da Rota da Seda, disponível para apoiar projectos em qualquer dos países que assinaram acordos de cooperação com a China, sendo que Angola é um desses países.

Na sua óptica, ao longo destes anos, a cooperação entre os dois países tem conseguido grandes êxitos, tendo as empresas chinesas recuperado e construído 2800 quilómetros de linha férrea, 20 mil quilómetros de estradas, mais de 100 mil habitações, 100 escolas e 50 hospitais em Angola.

A China é actualmente o país de origem de mais de metade do investimento directo estrangeiro que chega a Angola, com os empresários chineses a investirem em explorações agrícolas, oficinas de montagem dos veículos agrícolas, fábricas de barcos pesqueiros e de reciclagem de resíduos, entre outros negócios.

Em Pequim, o director-adjunto do Departamento dos Assuntos Africanos do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China disse que a presença de 260 mil cidadãos chineses em Angola ficou a dever-se à necessidade de mão-de-obra qualificada para os projectos de construção de infra-estruturas.

Li Chong, que falava na abertura de uma conferência internacional da comunidade China-África sobre a “Nova Rota da Seda e a Cooperação dos Media”, que decorre em Pequim de 7 a 21 de Maio, garantiu que a China “nunca quis enviar um número tão considerável de trabalhadores chineses para Angola.”

Mas adiantou que o momento de reconstrução de Angola exigia muita mão-de-obra pelo que, “pela urgência que se impunha, as empresas chinesas recrutaram vários trabalhadores para irem trabalhar para Angola”, segundo o Jornal de Angola.

Li Chong disse ainda que nos últimos dez anos as relações entre Angola e a China basearam-se fundamentalmente na construção de infra-estruturas, um processo parcialmente inviabilizado pela crise financeira que conduz à procura de novas áreas de cooperação. (Macauhub)

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