Governo de Angola favorece contracção de dívida junto das instituições multilaterais

10 May 2019

O governo de Angola vai favorecer a contracção de dívida junto das instituições multilaterais, caso do Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional, ao abrigo de uma estratégia para reduzir os níveis de endividamento, disse em Luanda o ministro das Finanças.

Archer Mangueira, que falava na apresentação na capital angolana do Relatório das Perspectivas Económicas Regionais para a África a sul do Saara, lançado em Washington em Abril passado, disse ainda que “a estratégia de endividamento recomenda que o financiamento externo seja contraído com as instituições multilaterais.”

“A redução do endividamento público é um desafio de todos”, declarou o ministro, que em Março viu o Conselho de Ministros aprovar o Plano Anual de Endividamento.

O documento caracteriza a evolução da dívida pública em dois momentos distintos: um primeiro momento, entre 2010 e 2014, marcado pela estabilidade do stock da dívida em volta de 33% do PIB e pela concentração de credores bilaterais na carteira da dívida, onde se destacavam a China e o Brasil.

O segundo momento, que se seguiu a 2014, ano marcado pelo início da crise económica, financeira e cambial provocada pela quebra nas receitas petrolíferas, “é determinado por um crescimento contínuo do stock da dívida pública, que passou de 39% em finais de 2014 para 84% do PIB em Dezembro de 2018.”

O ministro das Finanças, citado pelo Jornal de Angola, salientou que nos últimos três anos a economia angolana registou défices fiscais sucessivos, o que resultou num aumento do endividamento público que se espera alterar com a consolidação fiscal em curso e o apoio do Programa de Financiamento Ampliado (EFF) estabelecido com o Fundo Monetário Internacional. (Macauhub)

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