Empresas da China investiram mais de 8000 milhões de euros em Portugal em 2018

22 May 2019

Empresas da China investiram mais de oito mil milhões de euros em Portugal em 2018, afirmou terça-feira em Lisboa o director-geral adjunto do Instituto de Estudos Europeus da Academia Chinesa de Ciências Sociais.

Tian Dewen, ao intervir no encontro “Anos de cooperação entre Portugal e China”, a decorrer terça e quarta-feira na capital portuguesa, disse ainda que nesse mesmo ano empresas portuguesas investiram mais de 200 milhões de dólares na China, tendo o comércio bilateral registado um aumento anual de 7,6%.

O director-geral adjunto da Academia Chinesa de Ciências Sociais adiantou que o relacionamento entre Portugal e a China apresenta três características, sendo a primeira a ideia de que a cooperação internacional entre os dois países “é muito compatível.”

A segunda centra-se no facto de ambos os países se oporem ao proteccionismo comercial e ao unilateralismo, apoiando uma economia mundial aberta, sendo a última o facto de tanto Portugal como a China apoiarem mutuamente as estratégias de desenvolvimento internacional.

“Portugal apoia a iniciativa chinesa da Faixa e Rota e os dois países assinaram um memorando de entendimento para construir esse projecto”, disse, referindo-se ao documento assinado em Dezembro de 2018 em Lisboa, aquando da visita de Estado do Presidente chinês Xi Jinping.

Por seu lado, “a China apoia a ideia de Portugal de economia azul” e, por isso, “a cooperação económica tem crescido”, assegurou Tian Dewen.

Em declarações à agência noticiosa Lusa, o reitor da Universidade de Lisboa, António Cruz Serra, anunciou que Portugal e a China vão criar uma escola conjunta que agregará a Universidade de Lisboa e a de Xangai e que será dedicada sobretudo às áreas de engenharia.

Cruz Serra disse ainda que a parceria permitirá aos alunos “fazer o curso parte em Xangai e parte em Lisboa”, sendo o grau académico atribuído pelas duas universidades.

O projecto encaixa-se no âmbito da cooperação entre instituições do ensino superior dos dois países que já “abrange 64 universidades chinesas”, referiu António Cruz Serra. (Macauhub)

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