Companhia de Bioenergia de Angola pretende medidas adicionais de protecção à indústria

24 May 2019

A Companhia de Bioenergia de Angola pretende que o governo do país tome medidas adicionais no sentido de proteger a indústria nacional através da introdução de um regime de quotas e taxas para o açúcar importado, disse o director comercial da empresa.

Fernando Koch disse ainda ao Jornal de Angola que a direcção da empresa entende ser necessário proteger quem investe e produz directamente em Angola, caso da Biocom, que produz açúcar, etanol e energia eléctrica a partir da biomassa.

“Tendo por base a produção já registada, a Biocom estima ter já assegurado uma poupança de 70 milhões de dólares nas reservas cambiais de Angola desde que a cana-de-açúcar foi pela primeira vez colhida em 2014”, disse o director comercial.

A Companhia de Bioenergia de Angola possui actualmente uma área plantada de 24 mil hectares de cana-de-açúcar, tendo produzido na campanha agrícola transacta 73 mil toneladas de cana-de-açúcar e 17 mil m³ de etanol.

Instalada no município de Cacuso, a 75 quilómetros da cidade de Malanje, a Biocom é um dos maiores projectos agro-industriais angolanos, liderada pelo grupo brasileiro Odebrecht, que detém 40% do capital da sociedade, sendo os restantes 60% partilhados entre o grupo angolano de capitais privados Cochan, com 40% e a estatal Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) com 20%. (Macauhub)

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