Grupo ENI expande presença na exploração petrolífera em Moçambique

30 May 2019

O grupo italiano ENI expandiu a sua presença em Moçambique com a aquisição de três participações de 10% em igual número de licenças de exploração petrolífera, segundo um comunicado quarta-feira divulgado em Milão.

A aquisição realizada através da subsidiária ENI Mozambico envolve os blocos marítimos A5-B, Z5-C e Z5-D, localizados em águas profundas das bacias de Angoche e do Zambeze.

O grupo adiantou que a aquisição de uma participação de 10% em cada um dos três blocos foi efectuada ao abrigo de um acordo com a empresa ExxonMobil Moçambique Exploration & Production Limitada, subsidiária do grupo americano ExxonMobil, depois de aprovada pelas autoridades de Moçambique.

O bloco A5-B situa-se a 1300 quilómetros a nordeste da capital Maputo, numa zona por explorar fronteira à vila de Angoche, abrangendo uma área de 6080 quilómetros quadrados e uma profundidade entre 1800 e 2500 metros.

Os outros dois blocos cobrem uma área de 10 205 quilómetros quadrados, com uma profundidade entre 500 e 2100 metros, numa zona muito pouco explorada da bacia do Zambeze, a 800 quilómetros a nordeste da capital Maputo.

Os três blocos, atribuídos no decurso do 5.º leilão, são operados pela ExxonMobil (40%), em parceria com a estatal moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (20%), Rosneft (20%) e Qatar Petroleum (10%).

No decurso daquele leilão a ENI Mozambico obteve a operação do bloco A5-A, adjacente ao bloco A5-B, com uma participação de 59,5%, tendo como parceiros a Sasol (25,5%) e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, com 15%.

A venda posterior de uma parcela de 25,5% naquele bloco à Qatar Petroleum, reduzindo a participação do grupo italiano para 34%, aguarda a aprovação das autoridades de Moçambique. (Macauhub)

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