Empresa mineira de Angola perde licença de exploração de diamantes devido a dívidas

10 June 2019

A licença de exploração de uma mina de diamantes em Angola reverteu a favor do Estado devido à empresa concessionária, a Sociedade Mineira de Camatchia Camagico, ter dívidas acumuladas em excesso de 530 milhões de dólares, noticiou a imprensa angolana.

A decisão anunciada sábado pelo presidente da Empresa Nacional de Prospecção, Exploração, Lapidação e Comercialização de Diamantes de Angola (Endiama), Ganga Júnior, deve-se não só às dívidas aos credores, fornecedores e Estado, mas também ao nível de produção, receita diminuta e custos operacionais elevados.

“A empresa operava com prejuízos sucessivos e o seu funcionamento não permitia sequer reembolsar as despesas, pelo que a dívida iria simplesmente aumentar com o passar do tempo”, disse, para acrescentar que a produção rondava apenas cinco mil quilates por mês.

A estatal Endiama chamou a si concessão, tendo sido nomeada uma Comissão de Gestão que vai analisar a viabilidade do projecto e garantir a manutenção dos 352 postos de trabalho, 23 dos quais ocupados por estrangeiros, “até que se consiga novos parceiros e/ou investidores com capacidades financeira”, segundo a agência noticiosa Angop.

Ganga Júnior disse ainda que os problemas da empresa, que tinha como accionistas a Escom Alrosa, com 45% do capital social, Endiama com 30%, Hipergesta com 15% e Angodiam com 10%, terá resultado de problemas conjunturais.

O presidente da Endiama adiantou que um dos desafios imediatos é recuperar uma das duas centrais de tratamento, o que permitirá fazer com que a produção de diamantes aumente dos actuais cinco mil para oito mil quilates por mês. (Macauhub)

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