Grupo italiano ENI pretende contratar serviços de segurança para Moçambique

11 June 2019

O grupo italiano ENI pretende contratar serviços de segurança armados para garantir a protecção da empresa e dos trabalhadores em Moçambique, segundo um anúncio mandado publicar na imprensa local.

“Os serviços de segurança devem incluir, mas não se limitarem, a equipas armadas de segurança pessoal e forças armadas locais”, lê-se no anúncio, citado pela agência noticiosa Lusa.

O anúncio adianta que a entidade a ser contratada deve garantir a protecção das instalações do grupo tanto em terra como no mar.

O grupo ENI, através da sua subsidiária ENI Mozambico, funciona como operador do projecto Área 4 da bacia do Rovuma, província de Cabo Delgado, onde têm estado a ocorrer ataques armados contra a população e contra as forcas armadas do país.

O anúncio informa igualmente que os serviços a serem contratados “serão necessários por um período de três anos a partir do início de 2020, com a possibilidade de extensão por um período adicional de um ano.”

Um ataque efectuado por homens armados contra uma carrinha de caixa aberta no final de Maio causou a morte de 16 pessoas, um dos episódios mais sangrentos desde o início da onda de violência naquela província, em Outubro de 2017.

O grupo Anadarko Petroleum, que funciona como operador do bloco Área 1, através da sua subsidiária Anadarko Moçambique Área 1, Ltd, anunciou em Maio passado ir retomar as actividades naquela província do norte de Moçambique, depois de o seu presidente executivo, Al Walker, ter recebido garantias nesse sentido por parte do Presidente Filipe Nyusi.

O grupo americano havia suspendido as actividades em Fevereiro passado após um ataque armado ocorrido na região de Palma, província de Cabo Delgado, de que resultou a morte de um trabalhador e ferimentos em seis outros. (Macauhub)

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