Fundo China-Países de Língua Portuguesa procura projectos em São Tomé e Príncipe

O Fundo de Cooperação e Desenvolvimento China-Países de Língua Portuguesa está à procura de projectos em São Tomé e Príncipe, país que restabeleceu relações diplomáticas com a China em Dezembro de 2016, disse a secretária-geral do Fórum de Macau.

Xu Yingzhen disse em entrevista à agência noticiosa Lusa que representantes do Fundo vão participar a 8 e 9 de Julho no 14.º Encontro Empresarial China-Países de Língua Portuguesa, o primeiro a ser realizado em São Tomé e Príncipe, “para estabelecer mais contactos com empresários e recolher mais informações sobre os projectos, com o objectivo de acelerar investimentos.”

“São Tomé e Príncipe é um país que aderiu tarde ao Fórum de Macau, pelo que este encontro empresarial é importante, sendo que o Secretariado Permanente dedica-lhe muita atenção e importância”, disse a secretária-geral.

São Tomé e Príncipe foi o último país a aderir ao Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau), meses depois de romper relações diplomáticas com Taiwan em 2016.

Participam no encontro delegações de empresários dos países de língua portuguesa, instituições públicas de promoção de comércio e de investimento e ainda empresários de municípios e províncias do interior da China, adiantou Xu Yingzhen.

Questionada sobre os projectos e o montante já aplicado por este fundo com uma dotação de mil milhões de dólares, gerido pelo Banco de Desenvolvimento da China, Xu disse “não ter muitos pormenores” uma vez que o Fórum “não pode intervir na sua gestão.”

Xu Yingzhen disse, no tanto, ter o Fundo investido até agora 120 milhões de dólares em cinco projectos: quatro em países de língua portuguesa, que não especificou, e um em Macau.

“Sei que os funcionários de gestão deste fundo de investimento aproveitam os encontros com os empresários de Macau e do interior da China e as deslocações aos países da língua portuguesa para divulgarem os critérios de concessão de financiamento“, disse.

A sede do fundo chinês de mil milhões de dólares destinado a investimentos de e para os países de língua portuguesa foi transferida em 2017 de Pequim para Macau para facilitar o contacto com potenciais interessados.

O Fórum de Macau tem um secretariado permanente, reúne-se a nível ministerial a cada três anos e integra, além da secretária-geral, Xu Yingzhen, e de três secretários-gerais adjuntos, oito delegados dos países de língua portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste). (Macauhub)

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