Governo de Cabo Verde adquire participação na Caixa Económica por “indefinição do empresário espanhol”

10 July 2019

A indefinição do empresário espanhol Enrique Bañuelos de Castro forçou o governo de Cabo Verde a adquirir a participação de 27,44% detida pela sociedade Geocapital na Caixa Económica de Cabo Verde (CECV), garantiu terça-feira na Praia o ministro das Finanças.

Olavo Correia, igualmente vice-primeiro-ministro, disse ainda que face à indefinição do empresário, cuja proposta de compra tinha sido aprovada pelo Banco de Cabo Verde, o governo teve de avançar “para garantir a estabilidade da banca.”

No decurso do acto de assinatura do contrato de compra e venda das acções, o ministro, com o argumento de que se está a “preservar o Estado”, disse que a aquisição visa evitar que haja instabilidade accionista na Caixa Económica de Cabo Verde derivada da saída da sociedade de Macau.

Olavo Correia, citado pela agência noticiosa Inforpress, escusou-se a falar da International Holding Cabo Verde, a sociedade do empresário espanhol, cuja proposta de compra das acções tinha sido aprovada pelo banco central, limitando-se a afirmar que o governo de Cabo Verde tem responsabilidade acrescida em relação à CECV, enquanto um banco nacional e de referência.

O administrador da Geocapital, Diogo Lacerda Macedo, referiu os dez anos na CECV, “muito tempo para um investimento”, como uma das razões da saída, bem como o facto do Estado de Cabo Verde passar a ter uma participação muito mais expressiva na Caixa do que tinha no tempo da entrada da Geocapital. (Macauhub)

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