Banco Mundial aumenta financiamento a Angola para 2,52 mil milhões de dólares

17 July 2019

O Banco Mundial aumentou para 2,52 mil milhões de dólares o valor da carteira de projectos em Angola, com a aprovação de um novo pacote financeiro no montante de 1,32 mil milhões de dólares, no âmbito do “Dia de Angola” da instituição multilateral, segundo informação oficial divulgada pela imprensa angolana.

Este novo financiamento vai ser aplicado em três iniciativas estruturantes do governo angolano, nomeadamente o projecto de fortalecimento do Sistema de Protecção Social (320 milhões de dólares), a operação de Apoio Orçamental (500 milhões de dólares) e o Projecto Bita (Energia e Águas) com 500 milhões de dólares.

O Projecto de Fortalecimento do Sistema de Protecção Social inscreve-se na política de transferência de rendimentos para as famílias de rendimentos menores, cerca de um milhão, a fim de mitigar o impacto das reformas dos subsídios no poder de compra dos consumidores, como consequência de curto prazo do ajustamento de preços de bens e serviços como a tarifa de electricidade, água e combustíveis.

A Operação de Apoio Orçamental tem como meta apoiar as reformas económicas em curso, contando com apoio técnico e recursos financeiros do Banco Mundial, para conferir sustentabilidade ao processo de ajustamento e transformação económica do país, protegendo ao mesmo tempo a população mais vulnerável.

O Projecto Bita está vocacionado para melhorar o desempenho operacional e económico do sector da Energia e Águas, aumentando, dessa forma, o acesso das famílias e empresas a água potável em algumas áreas densamente povoadas a sul de Luanda.

O ministro das Finanças, Archer Mangueira, destacou a importância da decisão do Conselho de Administração do Banco Mundial para o fortalecimento do sistema de protecção social em Angola, numa altura em que estão a ocorrer reformas do sistema de subsídios aos preços no consumidor.

Archer Mangueira esclareceu que foi inscrito no Programa de Estabilização Macroeconómica, aprovado em 2018, a necessidade de ajustar os preços dos bens administrativamente controlados, como da água, electricidade, transporte colectivo e combustíveis, de modo a reforçar o compromisso das reformas em curso, que estão a ser aplicadas pelo governo, bem como transição para um novo modelo de crescimento. (Macauhub)

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