São Tomé e Príncipe precisa arrecadar mais receitas e racionalizar despesas

São Tomé e Príncipe precisa melhorar a arrecadação de receitas e racionalizar as despesas, disse a chefe de missão do Fundo Monetário Internacional no final do primeiro encontro de trabalho com o ministro das Finanças e outros responsáveis do ministério.

A senhora Xiangming Li, citada pela agência noticiosa STP-Press, disse que “a nível das receitas há que melhorar o sistema e torná-lo mais justo, no sentido que todos paguem aquilo que devem pagar” e que a nível das despesas há que racionalizá-las, a fim de que a execução do Orçamento de Estado deixe de ser gerador de défices.

“Há outras duas áreas que afectam em grande medida o orçamento”, disse a chefe da missão do FMI, que citou a Empresa da Água e Electridade (EMAE) bem como os subsídios atribuídos à aquisição de combustíveis à Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola.

“As perdas que têm vindo a acumular-se [na EMAE] são muito negativas para São Tomé e Príncipe”, disse Xiangming Li, tendo acrescentado que “outra questão é o subsídio aos combustíveis, sendo que a sua existência implica a continuação do aumento do custo de vida.”

O ministro são-tomense do Planeamento, Finanças e Economia Azul, Osvaldo Vaz, afirmou recentemente que “a situação económico-financeira do país é muito má”, tendo na altura revelado que só em termos de dívidas internas o “Estado são-tomense deve à Empresa Nacional de Combustível cerca de 150 milhões de dólares, valor equivalente ao Orçamento Geral do Estado.” (Macauhub)

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