Angola pretende receber mais investidores da China, afirma embaixador

29 July 2019

Angola espera vir a receber mais investidores da China, com mais projectos, disse o embaixador de Angola na China, João Salvador dos Santos Neto, em entrevista ao diário China Daily.

“As empresas chinesas estão a dar uma grande contribuição a Angola, ao ajudarem a reconstruir as infra-estruturas destruídas pela guerra civil do passado, caso de estradas, hospitais, escolas e outras ”, disse o embaixador.

João dos Santos Neto salientou o caso da empresa China Tiesiju Civil Engineering Group Co Ltd (CTCE), que está envolvida em projectos em Angola há 11 anos, dispondo nas instalações em Luanda de cerca de 800 trabalhadores, 60% dos quais de nacionalidade angolana.

Diversas empresas chinesas e investidores privados estão envolvidos em projectos industriais em Angola, ajudando a promover o desenvolvimento económico e social do país, estimulando em simultâneo a criação de postos de trabalho, adiantou o embaixador.

O diplomata sublinhou que Angola é o segundo maior parceiro comercial da China em África, beneficiando o país de um clima ameno, solos férteis, sendo esta uma área que os investidores chineses podem explorar.

Disse esperar também que os chineses possam investir no sector pesqueiro, tendo em conta as potencialidades existentes no domínio, uma vez que Angola, com uma faixa costeira de 1650 quilómetros, tem produtos aquáticos únicos e diversificados, peixes, moluscos e mariscos.

Mais de 60 empresas angolanas estiveram representadas na primeira Exposição Económica e Comercial China-África, realizada entre 26 e 29 de Junho em Changsha, capital da província de Hunan, na China central.

O embaixador recordou haver de momento mais de 190 estudantes de Angola a estudar na China, ao abrigo de bolsas concedidas tanto pelo governo do país como por diversas empresas privadas, estando previsto que 500 outros efectuem os seus estudos na China ao longo dos próximos três anos.

O comércio entre Angola e a China em 2018 registou um crescimento anual de 24,21%, com a China a ter vendido produtos no valor de 2235 milhões de dólares (-2,70%) e a ter comprado bens cujo valor ascendeu a 25 519 milhões de dólares (+27,29%). (Macauhub)

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