Governo de Moçambique continua à procura de soluções para antiga têxtil Textáfrica

31 July 2019

O governo de Moçambique está à procura de soluções para rentabilizar as instalações da Textáfrica – Sociedade Têxtil de Vila Pery, disse terça-feira em Manica o Presidente Filipe Nyusi, segundo a imprensa moçambicana.

O Presidente da República, citado pelo matutino Notícias, de Maputo, admitiu mesmo a possibilidade de mudança da actividade, a fim de dar uma utilização prática às instalações.

A fábrica localizada na cidade do Chimoio (antiga Vila Pery), capital da província de Manica, encontra-se paralisada há mais de um quarto de século e tem sido alvo ao longo dos anos de uma série de anúncios de intenções por parte de responsáveis provinciais e nacionais.

Em Fevereiro de 2019, o governador provincial de Manica, Manuel Rodrigues, afirmou que empresas sul-africanas ligadas ao sector têxtil, que não identificou, manifestaram interesse em reactivar a fábrica, tendo mesmo chegado a visitar as instalações da têxtil, em tempos uma das maiores fábricas do sector no continente africano.

Em Fevereiro de 2018, o primeiro-ministro de Moçambique, Carlos Agostinho do Rosário, disse ter-se deslocado às instalações daquela empresa a fim de se reunir com o governo provincial, gestores e outros intervenientes no processo, “para compreendermos a situação e tomarmos as medidas que se afigurem pertinentes para reanimar o monstro adormecido, no sentido de que venha a laborar e criar emprego.”

Em Abril de 2016, o então governador provincial de Manica Alberto Mondlane anunciou que o governo central estava a efectuar estudos no sentido de repor em funcionamento a Textáfrica.

A paralisação de duas fábricas de tecidos, Textáfrica e a Empresa Moçambicana de Malhas (EMMA), ambas de um mesmo grupo português, fez com que a cultura do algodão se tenha reduzido naquela parcela de Moçambique, tendo a sua falência tido como consequência o despedimento de mais de três mil trabalhadores.

Quando a Textáfrica cessou a actividade, todo o património foi entregue ao banco Millenium bim como garantia de um empréstimo de 1,1 milhões de dólares, utilizado sobretudo para indemnizar os trabalhadores e também proceder ao despejo uma boa parte deles das habitações que a companhia tinha construído ao redor das instalações fabris. (Macauhub)

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