Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola mantém participações em grupos portugueses

2 August 2019

A Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) vai manter as participações em grupos portugueses, disse uma fonte da estatal angolana ao Jornal de Angola.

A fonte disse ao jornal ter havido reuniões em Lisboa com responsáveis do grupo Galp Energia, no decurso das quais foi reafirmada “a decisão mútua de preservar a aliança que as une na estrutura accionista da petrolífera portuguesa.”

Os representantes da Sonangol que se deslocaram à capital portuguesa reafirmaram igualmente a decisão do Conselho de Administração de manter “em níveis relevantes” a participação no Banco Comercial Português.

A Sonangol detém uma posição indirecta na Galp Energia através da participação igualmente indirecta na Amorim Energia, SGPS detida pela Power, Oil & Gas Investments BV (com 35% do capital), Amorim Investimentos Energéticos SGPS (20%) e Esperaza Holding BV (45%).

Esta última sociedade é detida em 60% pela Sonangol e nos restantes 40% pela empresária Isabel dos Santos.

Detendo a Amorim Energia 33,34% do capital social da Galp Energia, a estatal angolana detém dessa forma uma participação indirecta de 9,0% no grupo português, que tem como segundo maior accionista a empresa estatal portuguesa Parpública – Participações Públicas, com 7,48%.

A Sonangol controla ainda uma participação de 19,49% (a 31 de Dezembro de 2018) no capital social do Banco Comercial Português, conhecido pela marca Millennium bcp.

Esta posição havia sido manifestada pelo Presidente de Angola em entrevista à Radiotelevisão Portuguesa, em Março de 2019, quando afirmou que a Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) iria manter a sua qualidade de accionista no grupo Galp Energia e no Banco Comercial Português.

João Lourenço disse ainda que a Sonangol recebeu instruções no sentido de se retirar dos negócios que nada tenham a ver com a sua actividade principal, “pelo que não há qualquer motivo para que deixe de fazer parte do corpo de accionistas do grupo Galp Energia.”

“Em relação ao Banco Comercial Português, reitero o que disse durante a minha visita a Portugal, em princípio vamos manter-nos“, afirmou João Lourenço àquela estação de televisão. (Macauhub)

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