Japão continua a apoiar projectos na província do Namibe, Angola

7 August 2019

O embaixador do Japão em Angola garantiu que o governo nipónico vai continuar a apoiar projectos na província do Namibe, à margem da inauguração das obras concluídas da segunda fase do Projecto de Reabilitação e Modernização do Porto do Namibe.

Hironori Sawada salientou que o Japão contribuiu com um financiamento de 60 milhões de dólares para este projecto, ao abrigo de uma parceria que envolveu o sector privado japonês, através da TOA Corporation.

Este grupo está envolvido, na qualidade de empreiteiro, no Projecto de Desenvolvimento Integrado da Baía do Namibe, que inclui a expansão do terminal de contentores do porto do Namibe e a reabilitação do porto do Saco-Mar.

O ministro angolano dos Transportes salientou terem as obras ficado concluídas em Maio, 65 anos depois de ter sido lavrado o auto que formalizou o início dos trabalhos de construção do cais acostável do então porto de Moçâmedes, segundo o Jornal de Angola.

Ricardo de Abreu indicou que, antes desta intervenção, o cais movimentava entre oito a dez navios por hora, o que é aumentado para entre 30 e 35 movimentos por hora, a capacidade estática é elevada de 1700 para 2700 teus, passando as ligações frigoríficas de 25 para 100 tomadas.

Notou que, apesar da grande interferência das marés, uma vez que é um porto de águas abertas e sem protecção, com a recuperação completa do cais será possível introduzir novos e mais modernos meios de descarga como gruas móveis, permitindo o triplo dos movimentos no cais e a consequente diminuição dos tempos de escala, de uma média de quatro a cinco dias de operação, para um dia por cada mil contentores.

“Este porto já esteve virado para a economia desta e das províncias da Huíla, do Cuando Cubango e Cunene e agora, com a conclusão da segunda fase, vamos ter aqui no Namibe um porto capaz de concorrer com os seus congéneres mais próximos, respondendo ao crescimento da procura que se avizinha com a retomada da exploração mineira e o aumento da produção agrícola nesta região”, assegurou o ministro. (Macauhub)

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