Governo de Angola vende participações em 195 empresas

12 August 2019

O capital social detido total ou parcialmente detido pelo Estado angolano vai ser vendido entre 2019 e 2022, ao abrigo do Programa de Privatizações, publicado em Diário da República, citado pelo Jornal de Angola.

O programa estabelece que 175 empresas vão ser alienadas por concurso público, 11 por leilão em bolsa e nove por Oferta Pública Inicial (OPI), com a previsão de o governo lançar, ainda este ano, concursos públicos para 80 empresas e uma OPI.

Em 2020, caberá a vez a 81 empresas que serão alienadas por concurso público, seis por leilão em bolsa e três via OPI, sendo que nos anos de 2021 e 2011 serão vendidas as restantes.

Entre as empresas mais emblemáticas envolvidas neste processo contam-se a Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol), Empresa Nacional de Prospecção, Exploração, Lapidação e Comercialização de Diamantes de Angola (Endiama) e Transportes Aéreos de Angola (TAAG), os bancos de Comércio e Indústria (BCI), Angolano de Investimentos (BAI), Caixa Geral de Angola (BCGA) e Económico, bem como as empresas financeiras ENSA Seguros e a Bolsa da Dívida e Valores de Angola (Bodiva).

O programa inclui ainda as unidades agro-industriais Aldeia Nova e Companhia de Bioenergia de Angola (Biocom), as têxteis Textang II, Satec e África Têxtil, as cimenteiras Nova Cimangola e Secil do Lobito, bem como as cervejeiras Cuca, Eka e Ngola e a construtora Mota-Engil Angola.

As companhias de telecomunicações a passar para o capital privado no âmbito do Programa de Privatizações são a Unitel (onde a MSTelecom tem uma participação de 20%), a própria MS Telecom, Net One, Multitel, Angola Telecom, TV Cabo Angola, Angola Cables, Empresa Nacional de Correios e Telégrafos de Angola (ENCTA), Angola Comunicações e Sistemas (ACS) e Empresa de Listas Telefónicas de Angola (ELTA).

Outras empresas listadas para privatização são a companhia aérea da Sonangol, Sonair, a Sociedade de Gestão de Aeroportos e a Sonangalp, uma distribuidora de combustíveis detida em 51% pela petrolífera estatal angolana. (Macauhub)

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