Maior parte das empresas a privatizar em Angola será alienada em 2020

14 August 2019

O Programa de Privatizações (ProPriv) prevê que a maior parte das 195 empresas detidas ou participadas pelo Estado seja alienada em 2020, disse terça-feira em Luanda a secretária de Estado das Finanças e do Tesouro, Vera Daves de Sousa.

A igualmente coordenadora do grupo técnico da comissão nacional interministerial para a execução do Programa de Privatizações, precisou que até ao final do ano em curso estão abrangidas 80 empresas, em 2020 será a vez de 91, a que se adicionam 20 empresas em 2021 e as restantes quatro em 2022.

O cronograma delineado prevê que as 32 empresas de referência nacional sejam vendidas quatro em 2019, 18 em 2020, sete em 2021 e três em 2022.

Entre as empresas mais emblemáticas contam-se a Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol), Empresa Nacional de Prospecção, Exploração, Lapidação e Comercialização de Diamantes de Angola (Endiama) e Transportes Aéreos de Angola (TAAG), os bancos de Comércio e Indústria (BCI), Angolano de Investimentos (BAI), Caixa Geral de Angola (BCGA) e Económico, bem como as empresas financeiras ENSA Seguros e a Bolsa da Dívida e Valores de Angola (Bodiva).

O programa inclui ainda as unidades agro-industriais Aldeia Nova e Companhia de Bioenergia de Angola (Biocom), as têxteis Textang II, Satec e África Têxtil, as cimenteiras Nova Cimangola e Secil do Lobito, bem como as cervejeiras Cuca, Eka e Ngola e a construtora Mota-Engil Angola.

As companhias de telecomunicações a passar para o capital privado são a Unitel (onde a MSTelecom tem uma participação de 20%), a própria MS Telecom, Net One, Multitel, Angola Telecom, TV Cabo Angola, Angola Cables, Empresa Nacional de Correios e Telégrafos de Angola (ENCTA), Angola Comunicações e Sistemas (ACS) e Empresa de Listas Telefónicas de Angola (ELTA).

Outras empresas listadas para privatização são a companhia aérea da Sonangol, Sonair, a Sociedade de Gestão de Aeroportos e a Sonangalp, uma distribuidora de combustíveis detida em 51% pela petrolífera estatal angolana. (Macauhub)

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