Privatização de empresas em Angola salvaguarda postos de trabalho e interesses do Estado

23 August 2019

O processo de privatização de empresas públicas em curso em Angola salvaguarda os postos de trabalhos e os interesses do Estado, garantiu o coordenador adjunto do grupo técnico do Programa de Privatizações (ProPriv).

Patrício Vilar, em declarações ao programa “Grande Entrevista” da Televisão Pública de Angola, citado pela agência noticiosa Angop, disse que a maior eficiência das empresas fará com que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresça proporcionando, em simultâneo, oportunidades de trabalho para a população activa.

“A afirmação de que as privatizações vão prejudicar ou pôr em causa os postos de trabalho é um mito, porque a maior parte das empresas a serem privatizadas, com participações minoritárias do Estado, já são geridas pelo sector privado”, argumentou.

O coordenador adjunto do grupo técnico do ProPriv disse ainda que a privatização não é um fim em si mesmo, “mas o início de um processo para dar maior eficiência às empresas e à economia nacional.”

Relativamente à questão da possível perda da soberania nas empresas de referência nacional, Patrício Vilar disse que as privatizações visam utilizar os recursos do Estado de forma mais racional, tendo em vista tornar a actividade económica cada vez mais liberalizada e eficiente.

Entre as empresas mais emblemáticas contam-se a Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol), Empresa Nacional de Prospecção, Exploração, Lapidação e Comercialização de Diamantes de Angola (Endiama) e Transportes Aéreos de Angola (TAAG), os bancos de Comércio e Indústria (BCI), Angolano de Investimentos (BAI), Caixa Geral de Angola (BCGA) e Económico, bem como as empresas financeiras ENSA Seguros e a Bolsa da Dívida e Valores de Angola (Bodiva). (Macauhub)

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