Reconversão de centrais térmicas a gasóleo em Angola atrasada por falta de recursos

5 September 2019

A falta de recursos financeiros está a impedir a conclusão do projecto de conversão das centrais térmicas a gasóleo para gás natural, que no país é produzido em quantidade pela empresa Angola LNG, disse o secretário de Estado da Energia, António Belsa da Costa, quarta-feira, em Cabinda.

O secretário de Estado salientou estar o sector a trabalhar para que as centrais passem a funcionar no sistema híbrido gasóleo e gás, com prioridade para este último, projecto que conta com o empenhamento do Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos, segundo a agência noticiosa Angop.

António da Costa, que se deslocou a Cabinda para, durante dois dias avaliar o estado funcional do sector, justificou a necessidade da referida substituição devido aos custos elevados com a importação do gasóleo, que alimenta as centrais térmicas em funcionamento em várias regiões do país.

Caso o projecto de conversão venha a ser concretizado no prazo previsto, nos próximos três anos, Angola poderá poupar cerca de 750 milhões de dólares, gastos actualmente com a produção de energia eléctrica à base de gasóleo, segundo dados avançados, em Junho deste ano, pelo presidente do Conselho de Administração da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), Paulino Jerónimo, no decurso da 2ª Edição do Fórum de Negócios da Câmara de Comércio América-Angola (Amcham).

O projecto de conversão das centrais térmicas teve início na central de ciclo combinado do Soyo e numa outra de 22 megawatts que funciona adstrita à Angola LNG, estando previsto que abranja numa primeira fase toda a faixa litoral do país.

Esta iniciativa conta com os 125 milhões de pés cúbicos de gás natural a que Angola tem direito ao abrigo do Angola LNG, um projecto integrado de aproveitamento de gás natural.

Os accionistas da Angola LNG Limited são a Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol), com 22,8%, o grupo norte-americano Chevron (36,4%) e os grupos britânico BP, italiano ENI e francês Total, com 13,6% cada. (Macauhub)

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