Governo de Angola e FMI querem limitar dívida pública a 90% do PIB

9 September 2019

O Governo e o Fundo Monetário Internacional pretendem limitar o rácio da dívida pública de Angola face ao Produto Interno Bruto (PIB) ao valor actual de 90%, disse na cidade do Cabo a secretária de Estado do Orçamento.

Aia-Eza da Silva, em declarações à agência financeira Bloomberg à margem do Fórum Económico Mundial sobre África, que decorreu de 4 a 6 de Setembro naquela cidade da África do Sul, disse ainda que “estar esperançada” que o FMI aprove a libertação de mais uma parcela do Programa de Financiamento Ampliado de 3,7 mil milhões de dólares.

“O FMI está preocupado com a dívida pública, que se encontra em cerca de 90% do PIB e deixou claro que esse rácio não deve ser aumentado”, disse Aia-Eza da Silva na entrevista.

A secretária de Estado mostrou-se confiante na aprovação da terceira análise à evolução do programa de assistência financeira e disse que o facto de Angola já ter recebido um total de 1,24 mil milhões de dólares em menos de um ano “foi um grande feito porque representou muito trabalho.”

A dívida pública de Agola tem aumentado de forma significativa nos últimos anos devido à quebra das receitas petrolíferas em moeda externa, o que levou a uma depreciação do kwanza e a uma subida da inflação.

O FMI informou em Junho que a dívida pública de Angola tinha ficado em 91% do PIB em 2018 e acrescentou tratar-se de um valor sustentável “desde que não existam grandes choques na economia”, segundo a análise à primeira revisão do programa de assistência que Angola acordou no final do ano passado. (Macauhub)

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