Empresa de Água e Electricidade de São Tomé e Príncipe está “tecnicamente falida”

17 September 2019

A Empresa de Água e Electricidade (Emae) de São Tomé e Príncipe necessita de uma “reestruturação urgente” dado estar “tecnicamente falida”, revelou segunda-feira em São Tomé o director-geral da empresa.

Celestino Andrade adiantou que a introdução das medidas de redução de custos e aumento das receitas deve envolver o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, ao abrigo do programa de ajuda ao país.

Tendo admitido a hipótese de “insolvência” da empresa, Celestino Andrade sustentou que “os activos e os direitos que a Emae tem não chegam para cobrir as obrigações” para com terceiros.

Ao apontar alguns exemplos da situação da empresa, o director-geral disse que a Emae deve cerca de 140 milhões de dólares à Empresa Nacional de Combustíveis e Óleos (ENCO), resultante da falta de pagamento das compras de combustível para alimentar as centrais térmicas.

Celestino Andrade adiantou que a empresa tem ainda uma dívida de 80 milhões de dólares e outros fornecedores de bens e serviços, bem como um passivo bancário de cerca de três milhões de dólares.

A Emae gasta uma média de dois milhões de dólares mensais nas aquisições de 2,2 milhões de litros de combustível para as suas centrais interligadas e isoladas.

Sendo propriedade do Estado são-tomense, a Emae é a única empresa produtora e distribuidora de energia eléctrica no arquipélago. (Macauhub)

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