Paragens não-programadas reduzem produção de petróleo de Angola

26 September 2019

As paragens não programadas na cadeia de produção petrolífera, em Angola, resultaram, entre Janeiro e Agosto do ano em curso, em perdas de perto de 3,5% em relação às metas anuais programadas, indica um comunicado do Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos divulgado em Luanda.

O comunicado citado pelo Jornal de Angola salienta que as paragens não programadas acontecem com os distintos operadores do sector, em tempos e circunstâncias diferentes.

Responsáveis do Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos reuniram-se segunda-feira com operadores do sector, para analisar o impacto das paragens não programadas na produção petrolífera, tendo estado presentes representantes da Agência Nacional de Petróleo e Gás, Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol), Associação de Companhias de Exploração e Produção de Angola (ACEPA), Total, ENI, BP, Esso, Equinor e Sonangol Pesquisa e Produção.

O jornal recordou ter o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos admitido em Julho passado que as paragens de produção de petróleo não previstas são um problema para o país.

O relatório mensal do mercado petrolífero relativo a Setembro divulgado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo informa ter a produção petrolífera de Angola caído mil barris por dia (bpd) para 1,394 milhões bpd segundo fontes secundárias e ter aumentado 69 mil bpd para 1,328 milhões de bpd segundo a comunicação directa.

De referir que o cenário macro-económico incluído no Orçamento Geral do Estado revisto para 2019 prevê que a produção petrolífera do país se situe em 1,434 milhões de barris por dia, uma redução de 136 mil barris por dia face à previsão constante da versão inicialmente aprovada. (Macauhub)

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