Projecto de gás natural Área 4 tem condições para avançar, afirma Presidente de Moçambique

O anúncio de pré-decisão final de investimento da Mozambique Rovuma Venture significa que o projecto de gás natural do bloco Área 4 da bacia do Rovuma tem condições para avançar para as fases seguintes de construção, desenvolvimento, produção e comercialização”, disse terça-feira em Maputo o Presidente de Moçambique.

Na sua intervenção, Nyusi disse que a cerimónia em que os grupos envolvidos naquele consórcio, ENI, ExxonMobil e China National Petroleum Corporation, anunciaram a decisão inicial de investimento, constitui um marco importante rumo a decisão final de investimento, que se espera venha a ocorrer no primeiro semestre de 2020, segundo a agência noticiosa AIM.

No decurso da cerimónia foi igualmente adjudicado o contrato de engenharia, de aquisição de materiais e de construção a um consórcio internacional que deverá liderar a construção das infra-estruturas necessárias para a extracção e processamento do gás natural.

Os parceiros daquele bloco projectam iniciar a produção em 2025, um processo que irá exigir um investimento estimado entre 27 mil milhões e 33 mil milhões de dólares.

O plano de desenvolvimento do projecto foi aprovado pelo Governo moçambicano em Maio de 2019, na mesma altura em que foi estabelecido o regime legal e contratual para o avanço do projecto, estando previsto que venha a disponibilizar até 500 milhões de pés cúbicos por dia de gás para o mercado doméstico.

O projecto Rovuma LNG é operado pela Mozambique Rovuma Venture, constituída pelos grupos ExxonMobil, italiano ENI e China National Petroleum Corporation, que detém uma participação de 70% no contrato de concessão para exploração e produção, em conjunto com os grupos português Galp Energia e sul-coreano Kogas e a estatal moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), com 10% cada.  (Macauhub)

MACAUHUB FRENCH