Fórum Macau organiza colóquio sobre investimento e comércio de madeira tropical

19 November 2019

A secretária-geral do Fórum Macau, Xu Yingzhen, defendeu segunda-feira a importância de construir uma sociedade e um futuro cada vez mais ecológico e sustentável, através da criação de uma cadeia global de fornecimento verde no comércio e investimento de produtos florestais.

Falando por ocasião da abertura do Colóquio sobre o Investimento e o Comércio da Madeira Tropical entre a China e os países de língua portuguesa e a cooperação na cadeia global de fornecimento verde, organizado pelo Centro de Formação do Fórum Macau e a Organização Internacional de Madeira Tropical (ITTO), Xu Yinhzhen lembrou que a construção de um sistema sustentável constitui um alicerce para o desenvolvimento social.

Referindo-se ao facto de ser a primeira vez que o Fórum Macau organiza formações de recursos humanos em cooperação com órgãos oficiais das Nações Unidas, não só para os países membros do Fórum Macau mas também para outras nações como a Malásia, Indonésia, Gana e Equador, Xu defendeu a concertação de esforços das partes envolvidas rumo à criação da designada “cadeia de fornecimento verde” de produtos florestais globais.

“Alguns dos membros do Fórum Macau actuam como fornecedores florestais e outros como consumidores. No entanto, todos têm a mesma necessidade de reforçar a reflorestação, embelezar os seus países e melhorar o ambiente, para ultrapassar os diversos desafios ecológicos mundiais, resultantes das alterações climáticas, visando assim a manutenção e o desenvolvimento de segurança do sistema ecológico”, referiu ainda Xu Yingzhen.

Durante a cerimónia de abertura do colóquio o director executivo da ITTO, Gehard Dieterle, defendeu que “a administração sustentável das florestas e o comércio da madeira são indissociáveis”, mas alertou para o facto de as florestas estarem actualmente debaixo de “grande pressão”, pela multiplicidade de valias não só económicas, mas também culturais de que dispõem.

O responsável da ITTO lembrou ainda que “a ilegalidade, em muitos casos, está relacionada com as necessidades nomeadamente nos países pobres que não podem investir na sustentabilidade.”

“Estamos a trabalhar com os governos em incentivos e em sistemas fiscais e de impostos e ao mesmo tempo dar formação a empresas florestais, organizações que se dedicam à investigação para perceberem quais são as implicações da sustentabilidade”, disse o director executivo da ITTO.

Gehard Dieterle referiu igualmente que as estatísticas mostram que as actividades ilegais no fornecimento de produtos florestais envolvem entre 50 mil milhões e 70 mil milhões de dólares.  (Macauhub)

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