Governos de Angola e da China querem alargar e acelerar cooperação bilateral

21 November 2019

Os governos de Angola e da China querem alargar e acelerar a cooperação bilateral nos sectores económico, técnico e comercial, visando o desenvolvimento socio-económico de Angola e a melhoria das condições de vida das populações, tendo um documento nesse sentido sido quarta-feira assinado em Luanda.

A assinatura do Processo Verbal, que estabelece as linhas orientadoras para o incremento da cooperação bilateral, coube ao secretário de Estado para a Cooperação Internacional e Comunidades Angolanas, Domingos Vieira Lopes, e ao vice-ministro do Comércio da República Popular da China, Qian Keming.

Depois de afirmar que aquele documento jurídico visa igualmente executar os acordos estabelecidos entre os dois chefes de Estado e concretizar as acções da cooperação China-África, o vice-ministro salientou que os resultados da cooperação económica e comercial bilateral “são animadores” e acrescentou que Angola mantém-se como o segundo principal destino do investimento chinês em África.

“O investimento directo de empresas chinesas em Angola supera 12 mil milhões de dólares, facto que incentiva outros investidores a apostar neste país”, disse Qian Keming, no final da reunião da Comissão Mista para a Cooperação Económica e Comercial Angola-China.

O secretário de Estado para Cooperação Internacional e Comunidades Angolanas, Domingos Vieira Lopes, disse que a realização da VI sessão da Comissão Mista simboliza o início de mais um ciclo na relação bilateral.

A China continua a ser o principal destino do petróleo angolano, absorvendo 61,56% das exportações no segundo trimestre de 2019, seguido da Índia com 11,05% e a Espanha com 3,80%. (Macauhub)

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