Dinheiro de mais-valias usado em Moçambique para despesas de emergência

28 November 2019

O governo de Moçambique retirou 248 milhões de dólares dos 880 milhões tributados em sede de mais-valias com a venda dos activos do grupo Anadarko Petroleum para o grupo Total para financiar “despesas de emergência”, revelou o ministro da Economia e Finanças.

O grupo francês Total concluiu em Setembro passado a participação de 26,5% do grupo americano no bloco Área 1 da bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado, pela soma de 3,9 mil milhões de dólares, na sequência da compra da Anadarko Petroleum pelo grupo igualmente americano Occidental Petroleum.

O ministro Adriano Maleiane garantiu que o montante retirado irá ser utilizado “de forma responsável”, tendo sido gasto até ao momento apenas metade em despesas de emergência, que incluíram o financiamento do défice das eleições gerais e a recuperação dos impactos dos ciclones Idai e Kenneth, segundo a imprensa moçambicana.

“Posso garantir que o dinheiro das mais-valias está bem guardado numa conta especial no Banco de Moçambique. O que foi tirado será reposto na totalidade”, frisou o ministro da Economia e Finanças, que falava em Maputo à margem do lançamento de um estudo sobre o sector bancário em Moçambique, elaborado pela KPMG em parceria com a Associação Moçambicana de Bancos (AMB). (Macauhub)

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