Japão doa 59 milhões de dólares a Moçambique para central eléctrica e escolas secundárias

13 December 2019

O governo do Japão doou a Moçambique 59,0 milhões de dólares para financiar a construção de uma central eléctrica em Nacala, na província de Nampula, bem como de quatro escolas secundárias em igual número de distritos da Zambézia, noticiou a imprensa moçambicana.

O matutino Notícias escreveu que os instrumentos jurídicos que formalizam a disponibilização do montante foram assinados quinta-feira em Maputo pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco, e pelo embaixador do Japão em Moçambique, Toshio Ikeda.

O projecto da Central Eléctrica de Nacala, orçado em 37,5 milhões de dólares, visa melhorar a qualidade e capacidade de fornecimento de energia, contribuir para a promoção do desenvolvimento social e económico na região, bem como garantir a distribuição de electricidade no Corredor de Nacala.

O projecto de escolas secundárias, com um custo avaliado em 21,3 milhões de dólares, visa, essencialmente, aumentar o acesso ao ensino secundário naquela província de Moçambique e melhorar a qualidade do ensino oferecido.

Ao discursar no final da cerimónia de assinatura dos documentos, o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco, recordou alguns projectos financiados pelo Japão, destacando, no sector de energia, a Central Térmica de Ciclo Combinado de 110 megawatts de Temane, província meridional de Inhambane, e da Central Termoeléctrica a Gás Natural de Ciclo Combinado na cidade de Maputo.

Destacou, igualmente, o reforço da rede eléctrica do Corredor de Nacala, a Central Termoeléctrica a Carvão de 1200 megawatts, na província central de Tete, bem como a assistência técnica ao plano director da Electricidade de Moçambique.

A assinatura dos instrumentos jurídicos decorre no quadro do plano de acção da Conferência Internacional sobre o Desenvolvimento Africano de Tóquio (TICAD, sigla em inglês) VII, recentemente realizada no Japão, sob o lema “Avançando o desenvolvimento de África através de pessoas, tecnologia e inovação.” (Macauhub

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