Grupo Total investe em Angola para aumentar produção de petróleo

17 December 2019

O grupo petrolífero Total vai investir 2,5 mil milhões de dólares no bloco 17 do mar angolano até 2023, o que permitirá à subsidiária angolana adicionar mais de 100 mil barris de petróleo à sua produção diária, disse segunda-feira em Luanda o presidente executivo do grupo francês.

O bloco 17, situado a 140 quilómetros da costa angolana, na bacia do Congo, tem uma produção que ronda actualmente 440 mil barris por dia, tendo registado em 2015 um pico de produção de 700 mil barris de petróleo/dia.

Patrick Pouyanné, ao prestar declarações no final de uma audiência que lhe foi concedida pelo Presidente João Lourenço, disse que o investimento anunciado no bloco visa manter o seu nível de produção acima de 400 mil barris/dia, até 2023.

O presidente do grupo Total falou, também, da assinatura de um contrato de extensão da exploração de petróleo do bloco 17 até 2045, rubricado segunda-feira, na capital angolana, entre a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e as companhias Equinor, ExxonMobil, BP e Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol).

O bloco 17 é operado pela Total (com uma participação de 40%) que tem como parceiros as empresas Equinor (23,33%), Exxon Mobil (20%) e a BP (16,67%), segundo a agência noticiosa Angop, sendo que após a assinatura do contrato de extensão a Sonangol adquire um interesse participativo de 5,0% nesta zona de exploração petrolífera e igual percentagem em 2036.

A Total Angola iniciou as suas actividades entre 1952 e 1953, altura em que recebeu a primeira concessão, no mar e em terra, nas bacias do Cuanza e do Baixo Congo. (Macauhub)

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