China será o maior importador de carnes de frango e de vaca do Brasil em 2019

19 December 2019

A China, além de ser o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009, vai encerrar 2019 como o maior importador de carnes de frango e de vaca brasileiras, com crescimentos em termos homólogos que rondam 50%, segundo dados do Ministério da Economia do Brasil.

Nos 11 primeiros meses do ano a China despendeu 1073 milhões de dólares na importação de carne de frango brasileiro, montante que representa um aumento de 46,08% comparativamente ao registado um ano antes, com 754 milhões de dólares.

A imprensa brasileira escreveu que a China passou a ser este ano o principal comprador de carne de frango brasileiro, destronando a Arábia Saudita, que mantinha esse lugar há oito anos consecutivos, com a importação de 513 mil toneladas, quando os sauditas compraram apenas 429 mil toneladas.

No caso concreto da carne de frango os sauditas foram igualmente ultrapassados pelo Japão, que de Janeiro a Novembro, comprou produto no valor de 729 milhões de dólares, um aumento de 13,67%.

Hong Kong aparece em quinto lugar, depois dos Emirados Árabes Unidos, com importações no valor de 262 milhões de dólares, uma diminuição de 14,86% relativamente ao registado um ano antes.

Relativamente à carne de vaca congelada, fresca ou refrigerada, a China surge num primeiro lugar bem destacado, com compras aos produtores brasileiros que ascenderam no período em análise a 2171 milhões de dólares, um acréscimo de 59,77% relativamente aos 1358 milhões de dólares contabilizados de Janeiro a Novembro de 2018.

Hong Kong surge em segundo na importação de carne de vaca brasileira com 679 milhões de dólares, valor que representa uma quebra de 30,94% quando comparado com os 983 milhões de dólares despendidos entre Janeiro e Novembro de 2018.

De registar que a China foi de Janeiro a Novembro igualmente o maior importador de soja, com 19 585 milhões de dólares (-23,85%), de óleos brutos de petróleo, com 13 598 milhões de dólares (+3,69%), de minério de ferro e concentrados, com 12 119 milhões de dólares (+21,26%) e de celulose, com 3047 milhões de dólares (-2,63%). (Macauhub)

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