China coloca em órbita satélite sino-brasileiro CBERS-4A

26 December 2019

O satélite CBERS-4A foi lançado na madrugada de sexta-feira, dia 20 de Dezembro, a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Taiyuan, cidade localizada na província de Shanxi, a cerca de 700 quilómetros de distância da capital, Pequim, segundo informação oficial.

Desenvolvido ao abrigo de uma parceria entre o Brasil e a China, este sexto satélite irá substituir o CBERS-4, colocado em órbita há cinco anos, para proceder à observação remota da Terra, particularmente da região da Amazónia, permitindo ter informação em tempo real sobre a vegetação e as actividades agrícolas existentes no local, bem como facilitar a realização de estudos hidrológicos e ambientais.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) do Brasil informou que o mais novo satélite sino-brasileiro foi programado para dar 14 voltas por dia em torno da Terra, devendo ter uma vida útil de pelo menos cinco anos, a mesma do anterior satélite.

A construção do CBERS-4A teve início em 2015, com a participação de um total de 200 cientistas, tanto do INPE quanto da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST), tendo o projecto tido um custo estimado de 190 milhões de reais, metade do qual assegurado pelo governo federal do Brasil.

O Programa de Satélite de Observação Remota da China e do Brasil (CBERS ou China–Brazil Earth Resources Satellite) foi iniciado há mais de duas décadas e permitiu aos dois países dominar a tecnologia de observação remota com máquinas fotográficas e sensores para observação da Terra.

Até à data, o Brasil e a China desenvolveram e lançaram com sucesso quatro satélites (CBERS-1, CBERS-2, CBERS-2B e CBERS-4), aos quais pretendiam adicionar o CBERS-3, cujo lançamento terminou com uma queda e a destruição do equipamento. (Macauhub)

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