Fundo de Estradas controla a totalidade do capital social da Rede Viária de Moçambique, SA

30 December 2019

A Rede Viária de Moçambique (Revimo), sociedade anónima constituída em Setembro de 2018, tem como único accionista o Fundo de Estradas, uma instituição pública tutelada pelo Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, escreveu a publicação Savana/mediaFAX.

A sociedade, que foi constituída no cartório notarial privativo do Ministério da Economia e Finanças, detém um capital social de 670 milhões de meticais e tem por objecto social a construção, conservação e exploração, sob sistema de portagens, de estradas e pontes e suas infra-estruturas conexas, construídas ou por construir.

O governo de Moçambique, reunido em Conselho de Ministros, procedeu este mês à entrega em regime de concessão da gestão da ponte Maputo – Catembe e das estradas Circular de Maputo e Nacional Número Seis, entre a Beira e Machipanda, no centro do país, bem como as respectivas vias de acesso e restantes infra-estruturas.

A Savana/mediaFAX escreveu ainda que a Revimo deverá dispersar parte das suas acções através de uma Oferta Pública de Venda (OPV) na Bolsa de Valores de Moçambique, numa operação similar ao da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), que vendeu 4,0% do seu capital social passando a ter cerca de 25 mil accionistas.

A ponte Maputo – Catembe foi inaugurada em 2018 e liga a capital do país ao distrito municipal da Catembe e a Estrada Circular de Maputo, inaugurada em meados de 2015, contempla seis estradas principais que se interligam, visando melhorar o fluxo do trânsito em Maputo.

Por sua vez, a Estrada Nacional Número Seis (EN6) liga a cidade portuária da Beira à vila fronteiriça de Machipanda, nas províncias de Sofala e Manica, respectivamente, bem como aos países da região austral de África, como, por exemplo, o Zimbabué. (Macauhub)

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