Banco Nacional de Angola ordena recapitalização de dois bancos

2 January 2020

O Banco Nacional de Angola ordenou a recapitalização dos bancos de Poupança e Crédito (BPC) e Económico (BE), no final do processo de Avaliação da Qualidade dos Activos (AQA) iniciado em Abril e cujos resultados foram agora divulgados, segundo um comunicado publicado na página electrónica.

“Os impactos do exercício originavam uma necessidade de recapitalização para um número reduzido de bancos que fizeram parte do AQA e estão concentradas no BPC e BE, que representavam cerca de 96% do total das necessidades de recapitalização face aos requisitos mínimos regulamentares em vigor, com referência a 31 de Dezembro de 2018”, pode ler-se.

A AQA incidiu sobre 13 dos 26 bancos que operam no mercado angolano, conduzindo à conclusão divulgada pelo BNA de que “o sistema bancário é globalmente robusto”, com necessidades de recapitalização concentradas nos dois bancos, os quais foram instruídos a registar os ajustamentos identificados no processo de avaliação, nas demonstrações financeiras do exercício de 2019.

A instrução do BNA insta os dois bancos a avaliarem as necessidades de capital adicional depois do encerramento do exercício de 2019 e a assegurarem o cumprimento dos limites prudenciais até 30 de Junho de 2020.

Além do BPC e do BE, a avaliação abarcou os bancos Millennium Atlântico (BMA), Angolano de Investimentos (BAI), Caixa Geral de Angola (BCGA), de Comércio e Indústria (BCI), de Desenvolvimento de Angola (BDA) e de Fomento Angola (BFA).

A operação incluiu ainda os bancos de Negócios Internacional (BNI), Sol (BSOL), Finibanco Angola (FNB) e Keve, envolvendo as empresas de auditoria PwC – PricewaterhouseCoopers Angola, KPMG Angola – Audit, Tax, Advisory, Ernst & Young Angola, UHY – A. Paredes e Associados e C&S – Assurance and Advisory.

O Banco de Poupança e Crédito tem por accionistas o Estado angolano, representado pelo Ministério das Finanças (75%), o Instituto Nacional de Segurança Social (15%) e a Caixa de Segurança Social das Forças Armadas Angolanas (10%).

O Banco Económico, herdeiro do falido Banco Espírito Santo Angola, tem por accionistas a Lektron Capital (30,98%), Geni Novas Tecnologias (19,90%), Sonangol (16,00%), Sonangol Vida (16,00%), Novo Banco (9,72%) e Sonangol Holding (7,40%). (Macauhub)

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