Governo de Macau mantém serviços públicos essenciais em funcionamento apesar do coronavírus

3 February 2020

O governo de Macau anunciou domingo que os serviços públicos mantêm os serviços básicos limitados e pediu aos residentes para apenas recorrerem aos mesmos em casos urgentes.

Pediu ainda aos empresários que adoptem a mesma medida e mantenham abertos apenas os serviços absolutamente necessários.

Os cinemas, bibliotecas e museus encontram-se encerrados desde o início do Ano Novo Lunar.

O governo anunciou também que se registou em Macau o oitavo caso de coronavírus desde a eclosão da epidemia no interior da China em Janeiro deste ano e que 21 outras pessoas estão em isolamento.

A secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Ao Ieong U, voltou a apelar a todos os residentes de Macau que devem evitar sair de casa, sair de Macau e visitar outras regiões.

Caso os residentes vivam fora de Macau (por exemplo, no vizinho município de Zhuhai), devem evitar entrar em Macau permanecendo em casa.

A secretária referiu que o número de entradas e saídas de Macau desceu drasticamente comparado com o o período homólogo do ano passado.

As autoridades de Macau mandaram encerrar todos os infantários, creches, escolas e universidades de modo a suster a propagação do vírus.

Cerca de 19 mil estudantes entram e saem diariamente de Macau para frequentar escolas de Macau.

O governo pediu ainda a todos os residentes e visitantes que se tenham deslocado à província de Hubei, onde eclodiu a epidemia, para na entrada em Macau declararem o período em que estiveram na zona infectada.

O secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong, afirmou, por seu turno, que tendo em conta que alguns trabalhadores não residentes de Macau vivem fora de Macau, contactou e negociou com as associações comerciais chinesas, associações e empresas intermediárias, de modo a arranjar a entrada e saída de trabalhadores não residentes.

Lei apelou aos trabalhadores não residentes que estão em Macau que devem ficar em Macau, apelando aos empregadores para que forneçam condições de residência de modo a diminuir a mobilidade da população e assim reduzir o risco de infecções cruzadas e os riscos de epidemia.

Mais de 53 mil trabalhadores não-residentes de Macau vivem no vizinho município de Zhuhai e atravessam diariamente as fronteiras para entrarem e saírem da cidade.

Ao nível do turismo regista-se uma queda de mais de 80% nas entradas e saídas de Macau ao mesmo tempo que foram reduzidas ou encerradas algumas das carreiras marítimas com Hong Kong e cancelados dezenas de voos nomeadamente para a China continental.

Numa medida destinada a impedir a propagação do vírus o governo determinou que todos os frequentadores dos casinos de Macau devem usar máscara uma medida que já estava a ser tomada pela maioria da população de Macau.

O governo encomendou cerca de 20 milhões de máscaras que estão a ser vendidas em mais de 90 farmácias locais.

Os supermercados, mercados e farmácias continuam abertos e sem falta de produtos essenciais ao dia-a-dia da cidade. (Macauhub)

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