Bancos a operar em Cabo Verde apenas com não-residentes encerram este ano

4 February 2020

O ultimato apresentado aos bancos que operam em Cabo Verde apenas com clientes não-residentes para a sua transformação para licença genérica até final do ano visa ter maior transparência e cumprir normas internacionais, disse segunda-feira na Praia o primeiro-ministro cabo-verdiano.

Ulisses Correia e Silva, que falava no âmbito de um encontro com empresários, recordou que a medida já vem de 2018, tendo sido dado um período transitório para que as instituições financeiras se adaptassem e acrescentou que a questão nada tem a ver com o caso “Luanda Leaks”, investigação jornalística que levantou dúvidas sobre o BIC Cabo Verde, detido pela empresária angolana Isabel dos Santos.

Actualmente,  funcionam em Cabo Verde quatro bancos com autorização restrita, designadamente Montepio Geral, Banco de Fomento Internacional (BFI), Banco Privado Internacional (BPI) e Banco BIC, com participação da empresária angolana Isabel dos Santos, alvo da investigação jornalística “Luanda Leaks.”

Informação prestada à agência noticiosa Lusa pelo Banco de Cabo Verde, dois dos quatro bancos que operam no país com autorização restrita (Instituições de Crédito de Autorização Restrita — ICAR) solicitaram o alargamento da licença para utilização genérica (Instituições de Crédito de Autorização Genérica – ICAG).

O banco central, segundo a mesma fonte, não esclareceu quais os bancos que pediram o alargamento de licença, sendo que, conforme a garantia do governo, os que não forem convertidos em ICAG serão encerrados até final do ano. (Macauhub)

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