Governo encerra casinos de Macau para prevenir propagação do coronavirus

5 February 2020

O governo de Macau determinou o encerramento dos 41 casinos de Macau a partir de hoje e durante os próximos 15 dias de modo a evitar a transmissão do coronavirus em Macau.

As corridas de cavalos do Jockey Club encerraram igualmente pelo mesmo período de tempo.

Um despacho do Chefe do Executivo Ho Iat Seng publicado no Boletim Oficial manda ainda encerrar cinemas, teatros, parques de diversão em recintos fechados, salas de máquinas de diversão e jogos em vídeo, cibercafés, salas de bilhar e de bowling, saunas, salas de massagens, salões de beleza, ginásios, “health clubs”, “karaokes”, discotecas, cabarets e bares.

O sector dos casinos emprega cerca de 57 mil pessoas e representa cerca de 75% das receitas do governo.

Os serviços públicos  de Macau estão encerrados e apenas funcionam em casos de urgência, as companhias de autocarros reduziram substancialmente o número de viaturas em circulação e as carreiras marítimas entre Macau e Hong Kong foram suspensas, sendo agora o acesso ao aeroporto e à cidade de Hong Kong apenas feito através da ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau.

O governo de Macau emprega cerca de 32 mil pessoas.

As autoridades sanitárias pedem que toda a população use máscaras em recintos fechados, nomeadamente nos autocarros e fazem um apelo para que os residentes se mantenham em casa para apoiar os esforços de combate à epidemia do coronavirus e não se desloquem para fora do território.

O governo determinou ainda o encerramento de todas as creches, infantários, escolas primarias, secundárias e universidades até instruções em contrário e pediu ainda aos alunos da China continental que se deslocam diariamente para as escolas de Macau para que fiquem em casa.

O governo garantiu também que não há quebras no fornecimento de alimentos básicos para a população. Os mercados e super mercados estão abertos bem com as farmácias e alguns estabelecimentos comerciais.

A banca reduziu serviços e o Banco Nacional Ultramarino fechou 10 agências e reduziu o horário de trabalho em outras 10 mas mantém os serviços essenciais a funcionarem na sede onde passou a ser exigida a utilização de máscaras para quem se desloca à instituição.

O número de turistas registou quedas da ordem dos 80% nas entradas em Macau, que agora são só permitidas depois do preenchimento de um boletim de saúde.

Os visitantes da província chinesa de Hubei, onde eclodiu a epidemia, só entram em Macau se possuirem uma documento hospitalar a dizer que não estão infectados.

Desde a eclosão da epidemia já se registaram 10 casos de vírus em Macau, dos quais sete importados da China e três de residentes de Macau.

Macau tem uma população de 680 mil pessoas e uma área de 32,9 quilómetros quadrados, o que representa uma densidade populacional de 20,6 mil habitantes por quilómetro quadrado. (Macauhub)

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