Hotéis de 5 estrelas de Macau encerram por falta de clientes

7 February 2020

Quatro hotéis de Macau, entre eles o Four Seasons, St. Regis e o Conrad no Cotai, na Taipa,  encerraram temporariamente  a partir de hoje por razões que se prendem com a falta de clientes, anunciaram  responsáveis governamentais.

Com a decisão de encerrar os 41 casinos de Macau e zonas de entretenimento e restauração a ocupaçao dos hotéis é mínima, o que deverá levar ao encerramento de outros estabelecimentos hoteleiros nos próximos dias.

Face à situação, a consultora Fitch Solutions reviu em baixa a previsão para a evolução da economia de Macau, agravando a previsão de recessão de 3,2%, em 2019, para 3,8% este ano, devido ao novo coronavírus.

A agência de notação financeira Fitch Rating refere ainda que os casinos de Macau, que foram obrigados a encerrar devido ao surto do novo coronavírus, podem perder 3,3 mil milhões de dólares nos próximos seis meses.

Em comunicado, a agência prevê uma “queda de 50% e de 25% nas receitas no primeiro e no segundo trimestre em Macau.”

Na quinta-feira teve alta o primeiro caso confirmado de coronavírus em Macau uma mulher de 52 anos oriunda de Wuhan que esteve hospitalizada durante um mês e meio no hospital Conde de Sao Januário.

Macau não regista novos casos de coronavirus desde terça-feira  e os nove casos hospitalizados e em isolamento estão em situação estável, segundo as autoridades sanitárias.

O governo de Macau em mensagens colocadas nas ruas da cidade e transmitidas através de autofalantes, em português, cantonês e mandarim, está a fazer um apelo  à prevenção da epidemia que considera “ter atingido o seu momento crucial.”

“Mantenha-se em casa, evite a concentração de pessoas. Vamos em conjunto prevenir a epidemia”, refere a mensagem que está a ser divulgada nas ruas de Macau.

O Chefe do Executivo, Ho Iat Seng  manifestou entretanto, numa carta dirigida |à população, “agradecimentos pela compreensão e apoio às tarefas do governo de prevenção e combate” ao coronavírus.

Na mensagem, Ho Iat Seng expressa também particular agradecimento aos funcionários públicos, nomeadamente aos profissionais de saúde e aos agentes da linha da frente das Forças e Serviços de Segurança, “pela dedicação no cumprimentos dos seus deveres e altruísmo demonstrado em prol do bem-estar da população e da estabilidade social.”

O Chefe do Executivo nota que os trabalhos de prevenção e combate à epidemia em Macau entram agora numa fase ainda mais dura e difícil.

Ho diz que espera garantir a segurança e a ordem na cidade, “para que o funcionamento da sociedade e a vida quotidiana da população regressem à normalidade com a maior brevidade possível.”

O Governo enviou milhares de funcionários públicos para casa, onde continuam a trabalhar, fechou os casinos e anunciou o encerramento de espaços culturais e desportivos.

O sector bancário continua a trabalhar com horários reduzidos, as carreiras de autocarros foram reduzidas e as ligações marítimas com Hong Kong foram cortadas por iniciativa da Chefe do Executivo da vizinha Região Administrativa Especial.

Centenas de voos de Macau para a China e outras cidades da região e vice-versa foram cancelados nos últimos dias.

O número de visitantes caiu drasticamente com cerca de apenas 40 mil entradas e saídas diárias, o que representa 80% dos valores que se registavam há um ano.

O governo assegurou entretanto que Macau tem produtos alimentares e de primeira necessidade em quantidade para a população, bem como máscaras.

Entretanto, o governo de Hong Kong anunciou hoje que todos os residentes de Macau que tenham estado na China Continental nos últimos 14 dias serão colocados em quarentena quando entrarem em Hong Kong a partir de sábado, dia 8. (Macauhub)

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