Câmara de Comércio e Indústria de Angola vai viabilizar código de barras nacional

19 February 2020

A Câmara de Comércio e Indústria de Angola (CCIA) vai inscrever-se na Global Standard One (GS1) até Março próximo, ajudando a preencher uma das condições para que Angola possa ter um código de barras nacional, disse recentemente o presidente da instituição.

Vicente Soares, citado pelo Jornal de Angola, disse que a CCIA irá inscrever-se na GS1 até à data mencionada, “uma vez que estão reunidas as condições necessárias para o início do processo.”

Em 2014, com a introdução do programa “Made in Angola”, o Ministério da Economia e Planeamento havia tomado a iniciativa de criar um código de barras nacional, submetendo o processo à GS1, mas a instituição com sede em Bruxelas fez exigências que o país está a esforçar-se para cumprir.

Além de um mínimo de 500 assinaturas de operadores e produtores económicos, a GS1 obriga a que o processo seja apoiado por uma organização nacional que não tenha a “mão visível do Estado.”

Neste sentido, foi criada uma associação denominada Codiango, que já está a trabalhar para o cumprimento de todas as exigência feitas pela GS1, segundo o presidente da CCIA.

O Jornal de Angola escreveu que, até estarem reunidas as condições exigidas pela GS1, os produtos “Made in Angola”, mesmo ostentando o selo e produzidos localmente, vão continuar a ser catalogados nos supermercados como produtos importados, por trazerem códigos de barras de países como Brasil, África do Sul e Portugal.

Caso Angola receba a aprovação, as empresas que usam códigos de barras de outros países adoptam, durante um certo período, um código nacional e um estrangeiro, até à fase em que vai ser proibido o uso de códigos estrangeiros. (Macauhub)

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