Angola retira países africanos da lista de proibições de entrada no país devido ao COVID-19

O governo de Angola retirou os três países africanos da lista de nações abrangidas pela proibição dos seus cidadãos entrarem em Angola devido à epidemia de COVID-19, anunciou quinta-feira em Luanda o secretário de Estado para a Saúde Pública.

Franco Mufinda, ao ser entrevistado no canal público de televisão TPA, esclareceu que a comissão interministerial resolveu retirar os países africanos que reportaram apenas um caso, mantendo a China, Itália, Coreia do Sul e Irão entre os países cujos cidadãos estrangeiros não-residentes estão proibidos de entrar.

Quanto à entrada de angolanos e cidadãos residentes em Angola provenientes destes quatro países “as portas estão abertas”, devendo, no entanto, ser observada quarentena, disse o secretário de Estado, garantindo que “há capacidade para poder acolher” os cidadãos.”

A ministra da Saúde tinha decretado, num despacho datado de 28 de Fevereiro, que estariam proibidos de entrar em Angola cidadãos estrangeiros vindos da China, Coreia do Sul, Irão, Itália (países com casos autóctones), bem como Nigéria, Egipto e Argélia, os países africanos com registo de casos de coronavírus na altura.

Em São Tomé e Príncipe, o governo decidiu proibir viagens oficiais dos dirigentes e funcionários do Estado para países com uma prevalência elevada do vírus Covid-19 [coronavírus], segundo anunciou quinta-feira em São Tomé Adelino Lucas.

O porta-voz disse ainda que o “governo aconselha veementemente a população em geral, incluindo cidadãos estrangeiros residentes, para também evitarem deslocações a esses mesmos países.”

Os cidadãos da China, Coreia do Sul, Itália, Irão, Nigéria, Argélia e Senegal mantém-se impedidos de entrar em São Tomé e Príncipe, sendo que a lista de países de alto risco será actualizada semanalmente pelo Ministério da Saúde. (Macauhub)

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