Governo de Moçambique coloca porto de Quelimane em concurso público

11 March 2020

A doca seca e o porto de pesca de Quelimane, na província da Zambézia, vão ser entregues em concessão à gestão privada, a fim de rentabilizar aquelas infra-estruturas de apoio à pesca industrial no chamado Banco de Sofala, disse recentemente a ministra do Mar, Águas Interiores e Pesca de Moçambique.

Augusta Maita, que trabalhou recentemente na Zambézia no contexto de acompanhamento das actividades dos cem dias de governação do sector que dirige, disse em Quelimane que os concursos públicos para o efeito já foram lançados e, neste momento, aguarda-se a selecção da melhor proposta técnica e financeira, segundo o matutino Notícias, de Maputo.

Construídas na década de 90 do século XX, numa altura em que a pesca industrial esteve em alta, as duas infra-estruturas, localizadas no Rio dos Bons Sinais, atravessaram períodos difíceis devido a problemas de gestão e da transferência para a cidade da Beira das sedes sociais das grandes empresas pesqueiras que operavam na Zambézia.

As duas infra-estruturas foram construídas no âmbito da cooperação entre Moçambique e Japão e, durante o tempo em que esteve operacional, a doca seca de Quelimane assegurou a manutenção e reparação de muitas embarcações nacionais e até de algumas que operavam em águas sul- africanas.

A doca seca foi construída para fazer a manutenção e reparação de navios da pesca industrial e não só, mas começou a enfrentar problemas de gestão até que paralisou por completo as actividades, empurrando mais de cinquenta trabalhadores para o desemprego.

Enquanto isso, o porto de pesca de Quelimane, uma infra-estrutura flutuante, era usada para o reabastecimento de navios em combustível e reforço de logística, tendo a sua paralisação deixado quarenta trabalhadores no desemprego, todos eles com ordenados por receber. (Macauhub)

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