Construção do porto de Macuse, em Moçambique, inicia-se em 2021

As obras de construção do porto de águas profundas de Macuse, na Zambézia, centro de Moçambique, deverão inicia-se em 2021, segundo anunciou na semana passada em Quelimane o presidente da Mozambique Thai Logistic, Orlando Marques, empresa concessionária do projecto.

Em Outubro de 2019 foi lançada na localidade de Sopinho, distrito de Quelimane, a primeira pedra para a construção da aldeia de alojamento das pessoas actualmente residentes na zona do futuro porto de Macuse.

Orlando Marques anunciou no decurso da cerimónia que iriam ser construídas nessa aldeia 63 casas, um centro de saúde, um pequeno sistema de abastecimento de água, extensão da rede de energia, estradas, furos de água, mercado e campos de jogos.

O governo de Moçambique atribuiu em 2013 à tailandesa Italthai Engineering (que detém 60% da Thai Mozambique Logistics) a concessão (construção, exploração e demais operações) do porto e da ferrovia de Macuse, 35 quilómetros a norte de Quelimane, capital da província central da Zambézia.

Os restantes accionistas da Thai Mozambique Logistics são a estatal Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique e o Corredor de Desenvolvimento da Zambézia (Codiza).

A linha férrea que vai ligar Macuse às minas de Moatize e Chitima, com uma extensão de 620 quilómetros, está orçada em dois mil milhões de dólares e foi concebida para permitir o escoamento de carvão a partir da província de Tete, no interior de Moçambique.

A obra no valor de cerca de 2,40 mil milhões de dólares será executada por um consórcio em que participam as construtoras China Machinery Engineering Corporation e Mota-Engil. (Macauhub)

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