Angola e Moçambique entre os 10 destinos turísticos com maior crescimento na próxima década

Angola e Moçambique estão entre os 10 destinos turísticos que deverão registar na próxima década um maior crescimento da procura para viagens de lazer, de acordo com o mais recente relatório sobre a competitividade turística do Fórum Económico Mundial.

 

Os países em desenvolvimento e emergentes são as “estrelas” do Relatório de Competitividade de Viagens e Turismo 2017, que conclui que grande parte deles “melhorou significativamente o seu desempenho desde 2015”, quando foi publicada a anterior edição.

 

“Doze dos 15 países com maiores melhorias são emergentes ou em desenvolvimento”, refere o relatório.

 

Entre 2016 e 2026, de acordo com pesquisas do Conselho Global para Viagens e Turismo (WTTC, na sigla inglesa) a Índia será o destino com maior crescimento para viagens de lazer, seguido de Angola, Uganda, Brunei, Tailândia, China, Birmânia, Omã, Moçambique e Vietname.

 

A avaliação de competitividade inclui um total de 136 economias, quatro das quais de língua portuguesa, tendo Angola, devido à insuficiência de dados, ficado de fora da análise, em que havia sido incluída em 2015.

 

Portugal é o país de língua portuguesa mais bem colocado, na 14ª posição, um lugar acima da posição obtida há dois anos, seguido do Brasil, em 27º, também com subida de uma posição.

 

Cabo Verde, sobre 3 lugares, para a 83ª posição, tendo pontuações mais elevadas nos critérios de “infra-estruturas de transportes aéreos” (43º, com o 2º mais elevado nível de densidade de aeroportos, em relação à dimensão da população), “sustentabilidade ambiental” (44º) e “competitividade de preços” (49º).

 

Os critérios com pontuação mais baixa são “recursos culturais e viagens de negócios” (134º) e “recursos naturais” (127º).

 

O programa do governo cabo-verdiano estabelece como objectivo chegar a 2021 entre os 30 países mais competitivos do mundo em matéria de turismo e entre os 5 em África.

 

Moçambique é um dos países que regista melhor desempenho, 8 posições acima de 2015, para a 122ª posição.

 

“As forças da competitividade de Moçambique para turismo e viagens continuam a ser os seus recursos naturais e a sua política de vistos muito aberta. Este ano, o país subiu devido a melhorias nas tecnologias de informação e comunicação, resultantes de maior utilização de telefones móveis, redução de impostos e taxas nos transportes aéreos e à atribuição de maior valor aos seus recursos naturais”, refere o relatório.

 

O relatório de competitividade turística salienta ainda o grande potencial de crescimento do sector, em particular devido ao aumento previsto da classe média mundial até 2031 – mais 3 mil milhões de pessoas, a maioria dos quais em China, Índia e países emergentes.

 

“Este novo poder de compra vai dar à classe média maior acesso a viagens. Embora as viagens estejam a crescer fortemente na China, estima-se que actualmente apenas 5% dos cidadãos chineses detenham passaporte”, situação semelhante à de outros países emergentes, refere o relatório. (Macauhub)

MACAUHUB FRENCH